quarta-feira, 11 de março de 2015

O BAD BOY E A DAMA DE VERMELHO

Pela primeira vez na República do Brasil uma mulher assume o maior cargo do poder central do País, que é a Presidência da República.
Em 2010, Dilma entra para a Presidência sucedendo um outro Brasileiro, primeiro operário que chega a Presidência no século XXI, Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi que pobre viajava de avião, teria acesso a faculdade , sim, eu conheço pessoas que conseguiram estes dois feitos e que são assalariadas, isto tudo a partir do primeiro governo Lula e veio Dilma desbancando a Oligarquia masculina e o coronelismo que dominou o país por vários anos junto aos militares na ditadura, após um primeiro governo bom, veio o segundo onde deixou para trás um BAD BOY que não conhece DEMOCRACIA, até parece que ele não é neto de Tancredo e não satisfeito por perder a eleição para uma mulher, tenta vencer no "Tapetão" o que não conquistou nas urnas, bem, DEMOCRACIA é isto, mas infelizmente uma crise da água assola nossa região e o governo tem que lançar o plano "B" que é as usinas Termoelétrica que é mais cara do que as Usinas Hidrelétricas, então aumenta as tarifas elétrica, é complicado você começar o ano pagando contas altas e também a gasolina, mas tenho certeza que a "DAMA DE VERMELHO" irá conseguir tirar o País dessa situação e provavelmente até o final do ano estará tudo normalizado.
O pior de tudo é que o povo está sendo feito de massa de manobra o BAD BOY está raivoso, eu continuo com o governo Dilma que não está deixando nenhuma podridão da Petrobras passar adiante, doa a quem doer quem deve tem que pagar é a ordem da Presidenta do Brasil á Policia Federal é investigar tudo e todos, coisa que no  governo FHC principalmente, não era feito, TUDO ERA VARRIDO PARA DEBAIXO DO TAPETE.
POR:EDILSON ADAD  

terça-feira, 10 de março de 2015

domingo, 8 de março de 2015

JUREMA BATISTA, SUB SECRETARIA DE INCLUSÃO PRODUTIVA DO RIO.

Jurema Batista- Sub Secretaria de Inclusão Produtiva do Rio
No dia Internacional da Mulher Jurema Batista, Sub Secretaria de Inclusão Produtiva da Secretaria Municipal de Assistência Social fala com o blog: adadedilson e diz que a mulher ainda esta a margem de alguns direitos na sociedade.

ADADEDILSON- Ainda existe algo para a mulher se igualar ao homem aqui no Rio e no Rio.

JUREMA BATISTA- Tem várias coisas que tem que ser mudadas, neste momento que se discuti a reforma politica que seja beneficiária para a mulher, isso significa, o voto em lista, financiamento público de campanha o problema da mulher é a falta de dinheiro e nós temos que discutir isso tudo ainda esse ano para que passe no processo eleitoral.

ADADEDILSON-Você como sub secretaria da prefeitura ver o preconceito social que ainda é notório?

JUREMA BATISTA- Principalmente nesta área social que eu trabalho que é a inclusão produtiva, você ver que as pessoas que ainda precisam do estado, ainda são negras, mulher  que recebem o bolsa família  e que são responsáveis por suas famílias.

ADADEDILSON- Mas você como Sub Secretaria, quando chega em algum lugar, ainda lhe olham com olhares de indiferencia  ou no seu caso eles lhe colocam em uma posição melhor por ser sub secretaria?

JUREMA BATISTA- Olha, eu sempre digo que ninguém tem a conta bancaria na testa, o Pelé não é discriminado, mas ele é o Pelé, é quase uma lenda eu ainda sou relativamente conhecida, mas na verdade eu ainda percebo que quando as pessoas não me conhecem, negra de cabelo duro eu não aliso meu cabelo, tem um certo distanciamento e preconceito, ainda tem isso.

ADADEDILSON- Qual o presente que você daria as mulheres nesta dia Internacional das Mulheres?

JUREMA BATISTA- Eu acho que tem que haver mais crédito para as mulheres acessar o mercado de trabalho e mais espaço políticos para decisões, eu desejo isto para todas as mulheres para elas terem decisões em suas casa, mas também no ponto de vista politico.

ADADEDILSON- É isso que falta para as mulheres, principalmente do Rio?

JUREMA BATISTA- Essa é uma lacuna que há em nosso município, precisamos ter mulheres ocupando cargos no poder em nossa sociedade.

POR:EDILSON ADAD

sábado, 21 de fevereiro de 2015

3ª parte da História da Fundação da Paroquia Menino Jesus de Praga, 1ª GALERIA DE FOTOS DOS ANOS 70

Estou postando agora algumas fotos que foram cedidas pela Jocinéia Kopper(Irmã da Rosemary), ela participava da Primeira turma de jovens da paróquia no inicio dos anos 70 no retiro de carnaval dos Jovens com padre Bruno em Petrópolis.
Alto de Natal no inicio dos anos 70
Sentados direita para esquerda: Adilson Pires
Jader, Rita(filha de D. Almerinda) Manoel (in Memoriam)
EM PÉ Direita para esquerda: Marilza(filha de D. Carminha), Raminho,Serginho Fotógrafo
Antonio Caldeira, Jose Gonzaga( Esposo da Jôcinéia Kopper)



RETIRO DE CARNAVAL EM PETRÓPOLIS INICIO DOS ANOS 1970
ESQUERDA PARA A DIREITA:(MITA, ADILSON PIRES, PADRE BRUNO
JÔCINÉIA, MARIA ARAÚJO, WANDINHA, MANOEL(IN MEMORIAM)

3ª parte da História da Fundação da Paroquia Menino Jesus de Praga, 1ª GALERIA DE FOTOS DOS ANOS 70

Estou postando agora algumas fotos que foram cedidas pela Jocinéia Kopper(Irmã da Rosemary), ela participava da Primeira turma de jovens da paróquia no inicio dos anos 70 no retiro de carnaval dos Jovens com padre Bruno em Petrópolis.
Da esquerda para a direita:Manoel(in memoriam)
Marilza(filha de D. Carminha), Padre Bruno, Celinha (filha de D. Darinha)
VISTA DA PARÓQUIA MENINO JESUS DE PRAGA
1971( DETALHE: AS RUAS NÃO ERAM ASFALTADAS)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

2ª Parte da História da Fundação da Paróquia Menino Jesus de Praga, contada por Padre Bruno...

Padre Bruno, Pároco da Menino Jesus de Praga de 1970 a 1981
Hoje entramos na segunda parte da história da fundação da paróquia menino jesus de praga, nessa parte Padre Bruno diz que as paróquias de Vila Aliança e Vila Kennedy eram vigiadas pelo SNI (Serviço Nacional de Informação), órgão do governo Militar

...Bem, nós tentarmos derrubar o objetivo do governo de acabar com  aquela área verde mas a autoridade do governo era maior, esse foi uns dos motivos que provocou D. Eugênio de desfazer o grupo de padres que havia na época ele tentou propor para cada um de nós para ir para outros lugares da Diocese, quer dizer desmantelar o grupo, o Padre Nino e Jacinto foram os primeiros a saírem de Vila Kennedy e decidiram vir para a Baixada Fluminense. depois nós tentamos  dialogar com o Cardeal;

adadedilson- D. Eugênio na época da ditadura protegeu alguns perseguidos políticos, e ele teve essa atitude com vocês que lutavam pelo social, não da para entender.

PADRE BRUNO- Ele pessoalmente fez muitas coisas para defender os direitos de pessoas que eram perseguidas pela ditadura, mas ele fazia esse trabalho pessoalmente, ele não queria que os padres e o povo se envolvesse na luta contra a ditadura, ele considerava que ele com a autoridade dele deveria fazer isso, diferente da posição de D. Adriano Bispo de Nova Iguaçú, quando diz que quem tem que lutar é o povo, ele deve  criar as condições e amparar  e proteger a  quem precisar, mas quem tem que lutar é o povo, então deu no que deu mas na época  veio esse choque com a posição dele, porque ele e o governador eram as autoridades para decidir  e ninguém deveria se meter nisto.

ADADEDILSON- Hoje nós temos em nossa comunidade e região diversas pessoas que estão na politica, sindicatos, pessoas que iniciaram nos trabalhos pastorais e comunitários, o Senhor acha que isso tudo é fruto de um trabalho que iniciou nos anos 70 com o senhor, D Zica no grupo da Domésticas, Adilson Pires que foi da Associação de moradores da comunidade e hoje é Vice Prefeito do Rio?

PADRE BRUNO- Sim, são sementes,  nós juntos plantamos e que o pessoal deu continuidade e correu atrás o Adilson por exemplo é da primeira turma de catequeses de 1970, que eu peguei e foi o primeiro grupo que fez primeira comunhão comigo depois continuamos como grupo de Perseverança, os Jovens se reunia todo domingo a noite na sala atrás da igreja ele seguiu no bom caminho o Pianinho também era do mesmo grupo dele e foi por outro caminho na vida, D. Zica através dos Círculos Bíblicos se motivou a estudar entrou na luta das domésticas, houve gente que entrou mas na luta dos Sindicatos, foi fruto de um trabalho que começou e fizemos juntos. 

ADADEDILSON- Existe alguma coisa que o Senhor queria fazer e mesmo depois de 11 anos o Senhor não conseguiu concluir.

PADRE BRUNO- Na vida cada época tem uma característica, tem seu jeito, seus problemas  mas oportunidades , nós estávamos em uma época muito boa de muitos sonhos, tinha acontecido o Concílio Vaticano II o Concílio de Medelim  em 1968, a igreja estava descobrindo o caminho das comunidades Eclesiais de Base, que a gente tentou se envolver, participar, apesar que a Diocese do Rio não concordava na época, aliás D Eugênio não concordava, nós fizemos o  trabalho eu acho que o que era possível fazer na fidelidade ao evangelho naquela situação  foi feito, frutos começaram  a aparecer e está até hoje, e graças a Deus estão e irão continuar.

ADADEDILSON- Uma outra história que eu soube foi que quando o Senhor foi embora de Vila Aliança e o Senhor chegou na Itália o Senhor ficou 2 meses na Itália, correto...

PADRE BRUNO- Eu sair e fiquei alguns dias na casa paroquial da São Lourenço com o então padre Sebastião Bedino, que foi assassinado na porta da igreja.

ADADEDILSON- Ao chegar na Itália , publicaram em um jornal  que o Senhor foi expulso do Brasil?

PADRE BRUNO- É, isso foi uma coisa engraçada que não teve fundamento nenhum, mas foi o Jornal "La Stampa" que vez em quando dava algumas notas do Brasil e que publicou que eu teria sido expulso do Brasil, mas tudo foi  esclarecido, pois, eu retornei para o Brasil e vir para a Baixada.
Eu lembro da primeira greve dos metalúrgicos de Santo Andre em São Paulo, Lula que estava a frente desta greve que foi a primeira na ditadura, e lá estava D. Claudio Humes Bispo de Santo Andre e que estava apoiando a greve e pediu para todas as igrejas de todo o Brasil apoiassem a greve vendendo bônus para custear a greve e nós aqui vendemos esses bônus que veio de São Paulo, nas casas e nos finais das missas, pela Pastoral do Trabalhador, eu e o Ademir(falecido), esposa da Rita filha de D. Almerinda fomos a São Paulo levar o  dinheiro que angariamos com a venda dos bônus onde entregaríamos a D. Claudio, chegando perto da catedral de São Paulo Ademir chegou perto de uma banca e comprou um livro politico de Marx, quando chegamos  próximo a catedral avistamos muitos policiais que praticamente cercava a catedral e o Ademir ficou com muito medo de ser revistado e pegarem aquele livro com ele,  então ele o que fez, jogou o livro em um jardim, rs, são situações que eu lembro até hoje, chegamos almoçamos com D. Claudio e depois viemos para o Rio. 
Gostaria de agradecer muito sua entrevista e gostaria que o Senhor deixasse uma mensagem em vídeo para os paroquianos e moradores de Vila Aliança.
POR: EDILSON ADAD

video

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DA PARÓQUIA MENINO JESUS DE PRAGA, CONTADA POR PADRE BRUNO

Padre Bruno, Pároco da Paróquia Menino Jesus de Praga  70 a 81
ADADEDILSON- Estou conversando com Padre Bruno que chegou em vila aliança aproximadamente a 45 anos, 10 de fevereiro de 1970, como foi sua chegada na comunidade e o que o Senhor encontrou aqui?

PADRE BRUNO- Estava no Engenho Novo, já tinha chegado da Itália em Novembro de 1969 o Padre Lindolfo queria sair de Vila Aliança e eu também queria sair do Engenho Novo na Zona Oeste já estavam alguns padres Italiano, meus conhecidos como o Padre Nino de Vila Kennedy então me convidaram para Vila Aliança, D Jaime Câmara me encaminhou para a Vila e no dia 10 de Fevereiro de 1970 eu peguei o trem no Engenho Novo e cheguei em Vila Aliança eu morei um mês na Rua do Eletricista com o Padre Lindolfo ele me ajudou me acompanhou no começo a atividade principal na época as missas  e estudos Bíblicos que o Padre Lindolfo realizava na igreja, não era chamado de Círculo Bíblicos, mas sim de grupos de evangelho no caso D. Ocila foi o primeiro grupo no Caminho do Lúcio, em 1970 mesmo no carnaval fizemos um retiro de carnaval para refletir o evangelho e a partir desse momento começamos a organizar os grupos de evangelho que depois disso começaram a ser chamados de grupos de Círculos Bíblicos e eu acompanhava todos ele todas as semanas, inicialmente eu acompanhava sozinho depois disso fazia junto com os padres Nino e Jacinto na Vila Kennedy, na época eu sempre ia até a Vila Kennedy para almoçar e a noite para se reunir, sempre de bicicleta retornava de lá 22 ou 23:00 sem problemas nenhum, agora as coisas melhoraram não dar pra fazer isso RS, depois surgiu a necessidade, porque tinha a igreja e a capelinha do Santíssimo mas não havia salas para catequese, depois construímos salas e umas delas foi separada para uma tentativa de uma biblioteca, sempre com a presença e participação de todos depois houve um período bastante difícil, quando a fábrica Bangu queria despejar o pessoal que moravam entre a Vila  e Bangu, Caminho do Lúcio e toda aquela parte que hoje é a Nova Aliança, havia umas 300 famílias, pois o terreno era da fábrica Bangu e queria tirar todas as famílias e nossa paróquia se solidarizou com essas famílias, nessa época já estava comigo minha irmã Maria Assunta que veio da Itália, compramos um terreno e construirmos uma capela que hoje é a capela de Nossa Senhora Aparecida na época o Bispo Auxiliar D. Grégori veio e inaugurou a capela a Diocese em umas das Campanhas da Fraternidade comprou manilhas para canalizar a rua da capela e na rua principal, Rua do Catequista, não era para resolver o problema mas ajudou um pouco.

ADADEDILSON- Voltando no caso da Fábrica essa situação do despejo encerrou devido a intervenção da paróquia ou houve outro movimento que ajudou.

PADRE BRUNO- O fato da igreja não aceitar ajudou muito, a direção da fábrica me chamou e fomos em comissão o convite foi feito muito diplomaticamente e fez uma proposta, eles disseram que a igreja não tinha muro e seria muito caro a construção então a fábrica irá murar todo o terreno da igreja e o Senhor nos ajuda a retirar toda as famílias da nossa área, seria o muro em troca da retirada das famílias do terreno, e é claro que nóis não concordamos com essa proposta, pois centenas de pessoas ficariam na rua com a solidariedade do povo da igreja a situação não foi a frente, também nesta época começou um trabalho em defesa do meio ambiente, havia uma sitio perto da Vila parece que agora é o mangueiral e o governo queria derrubar as mangueiras e todo o verde para construir casas populares, havia no vicariato oeste um grupo chamado, "TERRA E HABITAÇÃO", e era uma forma de defender o verde, água, encher tudo sem infra estrutura e depois ficaria ruim, também a luta para conseguir a linha de ônibus para o centro da cidade foi um trabalho da igreja e a comunidade.

ADADEDILSON- Foi a igreja quem reabriu a associação de moradores que estava fechada algum tempo.

PADRE BRUNO- Isto foi em outro momento, primeiro foi a luta da igreja para conseguir a linha de ônibus, até na época foi manchete no Jornal do Brasil, porque foi a primeira manifestação na época da ditadura que foi realizada em defesa dos direitos do transporte, depois havia na vila o conselho de moradores e a associação de moradores as duas estavam fechadas, quer dizer a associação estava tentando reabrir lá no AREVA, além disso havia o Conselho de Moradores que foi um instituição criada pelo governo através da COAB, atual CEHAB, quando cosntruiram Vila Aliança, onde cada rua escolheria seus representantes.

ADADEDILSON- Então o Conselho de Moradores não foi um instituição criada pelos moradores, mas sim pelo governo.

PADRE BRUNO- Já havia, me parece que foi a Sandra Cavalcante, que tinha criado estava caída e a igreja reativou com os moradores foi realizada eleições para a escolha dos representante e do presidente.

ADADEDILSON- O Senhor resolveu montar as pastorais sociais, como: trabalhador, Jovens trabalhadores, Domésticas.

PADRE BRUNO- Começou com os Círculos Bíblicos, onde as pessoas começaram a despertar seus direitos, no próprio evangelho você descobre que tem direito a viver, porque Jesus mesmo disse:"...Eu vim para que todos tenham vida...", precisa se organizar e lutar, a diocese tinha a pastoral do Trabalhador e então criamos nosso grupo da paróquia nessa época começou a questão da criação da associação das domésticas o pessoal começaram a participar de um grupo que havia no Rio sobre domésticas, D. Zica e minha irmã Maria Assunta começaram a participar deste grupo e articular e criar um grupo na paróquia que se reunia mensalmente e tinha uma participação muito forte para a organização do Sindicato das Domésticas as coisas estavam  começando, pois estávamos no período da ditadura e então crescia devagar.

ADADEDILSON- Todos esses trabalhos começaram simultaneamente nas paróquias onde estavam os padres Italianos?

PADRE BRUNO-Bem onde acontecia as mesmas coisas era na Vila Aliança e Vila Kennedy, além disso tinha um grupo de paróquias onde os padres se reuniam para trocarem idéias e pensarem juntos, e se ajudavam e veriam os caminhos e iniciamos com os Círculos Bíblicos, neste grupo de padres tinha o Padre Lúcio que está até hoje na zona oeste, ele na época tinha organizado toda a paróquia dele Santa Clara em Guaratiba a partir de núcleos, cada círculo bíblicos tinha um ponto, participava padre Fernando(espanhol), da paróquia de Santana, padres Jose Fernandes de Realengo que depois deixou a batina e casou ele já faleceu, padre João Klibim de Magalhães Bastos já falecido, Solano de Santa Cecília, nós sempre pensávamos juntos.

ADADEDILSON- E a partir disso como surgiu as pastorais sociais, eu fiquei sabendo que chegou a ter em nossa paróquia 40 grupos de Círculos Bíblicos?

PADRE BRUNO-Acho que sim, pois havia em quase todas as ruas da Vila, o primeiro foi na Rua do Aprendiz com D. Dulcinéia, de D. Ocila já havia no Caminho do Lúcio, zica, Almerinda, Atala, entre outros, o plano era ter um em cada rua.

ADADEDILSON- Houve uma situação na época com e então diretor da EM Ruben Berta, ele não concordava com os trabalhos que o Senhor fazia na igreja?

PADRE BRUNO-  A coisa explodiu mais, quando o padre Vitor Miracapillo do Nordeste foi convidado para celebrar uma missa pela independência do Brasil por um politico da época o padre se negou a celebrar a missa dizendo que não celebraria a missa, pois o Brasil ainda não  era independente, então esse politico denunciou o padre que foi expulso do Brasil, essa noticia foi muito veiculada pela imprensa na época, o diretor da escola na época também queria que nós também celebrássemos e nós estávamos lutando, não tanto neste sentido politico,  nós até concordava com o padre Miracapillo, mas não tínhamos nenhuma questão direta com ele, nós estávamos defendendo um sitio que havia perto da vila e que o governo queria desmatar para fazer casas populares  e que acabou acontecendo o Chagas Freitas que era o governador da época foi se queixar com D. Eugênio Salles, então Cardeal do Rio e o governador disse a ele que a igreja da Vila estava tentando obstruir o trabalho do estado, isso virou uma bola de neve de um lado o Chagas Freitas conseguiu convencer o Cardeal que nós estávamos contestando a autoridade do governador e colocando o povo contra o governo. neste caso o diretor se juntou talvez por motivos pessoais ou políticos apoiando o governador.

POR :EDILSON ADAD